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How Patents Hinder Innovation

How Patents Hinder Innovation - an EFF infographic

by EFF

Punk Economics

by Irish economist David McWilliams

É marketing…

…mas tá muito bom.

SOPA, PIPA, so that you know.

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Corrupção em Portugal.

Não costumo ver TV. Com tanta informação que posso procurar activamente, o conceito de push-media parece demasiado desadequado. Em Portugal temos a agravante do défice de qualidade nos entrevistadores/moderadores bem como nos directores de programa que decidem os temas e as pessoas convidadas para falar.

Mas no outro dia vi-me numa situação que já não me ocorria faz muitos anos. Stressei quando um amigo meu mudou, sem querer, o canal que estava a dar. Foi engraçado.

O programa era sobre corrupção em Portugal. Não haverá, porventura, tema mais relevante. No entanto, raramente é falado de forma aberta e ponderada. Neste caso, nem a fraca prestação da moderadora (que apenas limita e diminui uma conversa interessante) conseguiu tirar impacto às palavras proferidas pelos dois intervenientes.

Claro que ainda não evoluímos ao ponto de ter tal abertura e frontalidade, recorrentemente, em horário nobre num canal aberto. Estou a falar do programa Olhos no Olhos nº10, que vi em repetição à 1h do dia 22/11 na TVI24. Para quem paga a comissão ao cabo, portanto.

Felizmente, na era da internet, o sinal é aberto para (quase) todos.

Nota: se o leitor tiver algum tipo de opinião negativa em relação aos autores das palavras que se seguem, peço que as deixe de lado pois neste assunto somos sempre os mesmos a perder. Não pode haver lugar para a corrupção. Nem para a passividade perante a corrupção.

São 4 partes para um total de 1 hora. Aconselho a ver na íntegra.

Ao acabar de ver o programa, senti a necessidade de não deixar escapar a oportunidade de agarrar em matéria que numa sociedade saudável seria discutida, debatida e escalpelizada até à última instância. Decidi escrever um artigo na wikipedia sobre a Corrupção em Portugal. Como já existe, tenho a certeza que não estarei único no desenvolvimento do assunto. Para tornar o trabalho mais objectivo, decidi usar o programa acima como base para o artigo, colocando as referências, expandindo cada tema e tentando chegar a um artigo com informação de qualidade sobre um tema explosivo. Toda a ajuda é bem vinda!

xkcd USD Money chart.

Free Software Basics.

Long live GNU!

Part 2 here.

Isto é tudo muito bonito, mas…

Passei a minha vida a ouvir destas, enquanto enraivecia por dentro, atónito com a falta de visão que eu imprimia ao malfeitor. Sentia que um obstáculo era edificado à minha frente, com o outro por trás, incapaz de ouvir o belo que tinha para dizer.

Lá compreendi que frases assim não merecem muito esforço.

Ontem estive em frente à Assembleia. Desloquei-me para o que considerava uma das primeiras manifestações open-source a nível global. Bastantes pessoas, algumas que já tinha conhecido noutras andanças de código aberto. E o que me apetece dizer é:

Isto é tudo muito bonito, mas…

Tentarei agora explanar o que me vai na mente:

1. Existe uma grande falta de tempo em relação a alguns temas. Cria-se assim um dilema entre a necessidade de tempo para a preparação da posição a tomar e a urgência da tomada de posição em si. À cabeça, posso colocar as privatizações de recursos críticos e outras medidas insanas, por necessidade de cumprir um acordo firmado com a troika, como condição do empréstimo para ganhar tempo no pagamento da famosa dívida. Temos muito pouco tempo até à data das privatizações para apresentar um NÃO participado. E representativo.

2. A dívida é famosa, mas apenas pela desinformação. Continuo a defender a auditoria aberta à dívida como elemento indispensável para que Portugal possa COMEÇAR a tomar decisões válidas e conscientes.

3. Um dos grandes (senão o maior dos) desejos que se se vive nestes encontros é o de uma democracia directa. Este desejo é bem expresso na convocação de Assembleias Populares para que no contexto do encontro, a democracia directa seja posta em acção.

4. Existe, no entanto, uma grande distância entre o que se espera de uma manif e o que se pode esperar. Uma coisa é eu querer um sistema político aberto e transparente, com a possibilidade de todos nós podermos participar. Outra coisa é a sua implementação.

5. Quando temos 100 numa assembleia popular, são esses 100 presentes que têm potencial de participação. A questão da representatividade é crucial ao analisarmos processos de decisão democráticos. Quando os 100 estão a deliberar algo que apenas afecta, por ex., o espaço da assembleia em si no tempo em que ela decorre, podemos aceitar essa decisão como válida. (Estou a assumir que a decisão não entra em conflito com interesses não representados na assembleia.)

6. Mas mesmo uma decisão de âmbito tão restrito pode levantar algumas questões: O tema em debate estava bem definido, apresentado e percebido pela assembleia? O processo de construção da decisão permitiu a todos intervir, de modo a que qualquer um possa ser legislador e votante? A aplicação da decisão foi bem executada? Os parâmetros de aceitação da aplicação da decisão são bem definidos? Existe um processo de revisão e melhoria? As questões podem ser expandidas indefinidamente e a profundidade de que cada tema necessita, deverá fazer parte da discussão do tema.

7. Percebe-se assim que ao aumentarmos o âmbito da discussão de um tema ou o número de pessoas intervenientes numa assembleia, a complexidade intrínseca do processo aumenta consideravelmente. Com 100.000 pessoas em assembleia presencial, a logística para o evento é, no mínimo, interessante. Para debater um tema como o da dívida, só para concordarmos em definições, muitas sessões serão necessárias.

Quer isto dizer que considero assembleias populares inúteis e todo o processo de democracia (realmente) directa uma utopia?

Não.

O simples facto de nos juntarmos num espaço público com o fim de debater ideias, permite-nos conhecermo-nos uns aos outros, forjar laços e contactos, reconforta-nos por não nos sentirmos sozinhos e alimenta um pouco mais a esperança de um futuro melhor.

Mas em relação à democracia directa, precisamos de muito mais. Eu acredito no poder da melhoria contínua. Mais importante que ser bom, é ter a capacidade de melhorar. Não é necessário começar com um sistema óptimo.

Mas temos de saber reconhecer as deficiências do processo.

Enquanto não tivermos um sistema que permita definir um tema, entendê-lo adequadamente, construir opções de acção, deliberá-las, votar e acompanhar a sua execução, revisão e melhoria; teremos sempre um sistema deficiente.

Cada um terá a sua ideia do sistema que melhor funcionará. Julgo que a construção do sistema em si será uma aventura fabulosa.

A minha visão é a de uma plataforma informática de geração de consenso. Apresento algumas ideias-chave:

a. O status inicial de cada um de nós é neutro em todos os temas. Tal reflecte o sistema actual em que não temos voz directa.

b. Repositório de informação para definição de temas. A wikipedia é, discutivelmente, o melhor sistema participado actual. A participação na sua construção devia ser encorajada desde os primeiros anos de escola. Um passo fundamental para conseguirmos ter decisões em tempo útil, garantindo a responsabilidade de cada voto, é a capacidade de transmissão de informação em grandes quantidades e em pouco tempo. Infografias audiovisuais, com poucos minutos, permitirão o acesso rápido a toda a informação relevante para uma determinada decisão. Toda a produção de informação será aberta e participada. Podemos imaginar uma wikipedia em que o primeiro parágrafo de cada página é antecedido de tal infografia.

c. Para cada decisão, podemos alterar o nosso status. Podemos apoiar a decisão B3 e/ou modificar a decisão J6. Podemos opor-nos a uma decisão, indicando a razão. Podemos propor novas decisões. Podemos votar em várias opções.

c. Cada decisão será progressivamente construída, com suporte em informação concreta.

d. Cada decisão terá diferentes requisitos consoante o seu impacto (também definido colaborativamente). O mínimo de votos positivos pode variar de uma maioria até à necessidade imperiosa de consenso.

e. A data de emissão será dependente da qualidade da decisão. Qualidade aqui como os requisitos mínimos de representatividade, informação contida, participação na construnção e/ou outros que fiquem definidos.

f. Após emissão da decisão, acompanhamento da mesma, para registo, revisão e possível melhoria ou substituição.

Fundamental neste sistema é a sua facilidade de uso. Quanto mais intuitivo for e quanto mais facilmente formos capazes de traduzir o que queremos em acção concreta, melhor será. Existem mesmo alguns patamares, que ao não serem atingidos, afastam efectivamente uma parte da população.

Outro conceito fundamental é o acesso ao sistema.
Numa assembleia popular, só lá está quem lá consegue estar. Esta é, porventura, a maior deficiência de uma assembleia popular presencial. No sistema a implementar, temos de garantir o acesso ao maior número de pessoas possível.

Usufruto da net torna-se assim um direito fundamental.

O acesso torna-se complicado se o ponto de acesso mais próximo estiver longe. Se eu não tiver tempo para participar, como participo?

E como começar?

Podemos começar agora, a qualquer nível, mas com a percepção de que cada passo é tentativo e o resultado final pode tardar em ser optimizado.

Podemos começar a nível local. Uma evolução das associações existentes para um sistema mais flexível, aberto e participado.

Podemos começar a nível global. Mas temos de ter sempre presentes as lacunas que o sistema apresentará. Como podemos decidir sobre a acção a tomar sobre uma privatização se apenas 1% da população participou?

Agora, se temos uma participação superior à representatividade expressa do sistema actual… Neste caso, se uma decisão fosse participada e aceite por um número superior aos que votaram no actual governo, poderíamos colocar a questão de qual campo tem maior legitimidade.

E aí sim, a revolução já ninguém a pára.

The end of growth. Or why Portugal must audit its debt fiasco.

Patent trolls. Infography.

Patents
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